cinefilos


Ele está de volta!

E lá se vão quase cinco anos!

Nossa, quanta coisa aconteceu nesses cinco anos...

Bom, eu me casei, não moro mais com a minha mãe, viajei para o exterior, terminei a minha pós, continuo trabalhando na mesma empresa e continuo gostando muito de cinema. É, certas coisas nunca mudam.

Você então deve estar perguntando, o que será que levou esse cara a ressuscitar esse blog depois de tanto tempo? A resposta é muito simples. A necessidade e vontade de escrever sobre algo de que eu gosto.

Quando eu estava em Nova York, decidi fazer um diário de viagem. Todos os dias eu escrevia para a minha família e amigos sobre as minhas impressões da viagem. Aquilo me deixou muito animado. Todos gostavam de ler os meus textos e quando terminei a viagem e conseqüentemente o diário, ficou um vazio....Agora pretendo preencher esse vazio escrevendo mais uma vez sobre cinema, séries, quadrinhos e música. Se ainda existem leitores daquela época eu não sei, mas logo vou descobrir, mas o importante é podemos ter um lugar para nos encontrar e conversar sobre as coisas que gostamos.

Estou de volta!



Escrito por Laércio Hypólito Jr às 19h53
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A NOIVA CADÁVER

Em A NOIVA CADÁVER, novo filme de Tim Burton totalmente realizado em animação stop motion, o mundo dos vivos é sombrio, sem movimento, totalmente apático. Já o mundo dos mortos é totalmente colorido, alegre e repleto de festas o tempo todo. Essa sutil crítica a sociedade, aliada com todo aquele espírito gótico que já consagrou o diretor ditam as regras da animação.

Na história, o tímido Victor( voz de Johny Depp) é forçado por seus pais a casar com uma garota que mal conhece. Desesperado, o rapaz foge no meio da cerimônia e acaba casando por engano com uma morta viva.

Mas infelizmente Burton não têm tanto êxito como em O ESTRANHO MUNDO DE JACK seu outro filme em stop motion. Com uma trama dark e adulta, mas repleto de piadas infantis, o diretor não consegue se decidir para qual público é destinado seu filme, fazendo com que crianças e adultos fiquem perdidos na trama da NOIVA CADÁVER. Mas fiquem tranqüilos, Tim Burton têm muito crédito na praça e pode se dar ao luxo de errar de vez em quando.

Nota 06



Escrito por Laércio Hypólito Jr às 10h34
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A LENDA DO ZORRO

Quase oito anos se passaram desde a última vez que vimos Zorro nos cinemas, a continuação demorou um bocado, isso não podemos negar, mas o brilho das aventuras do justiceiro mascarado não se apagou.

A Máscara do Zorro, de 1998 fez muito bem ao cinema norte americano, esse filme surgiu em uma época em que os produtores acreditavam que só com efeitos especiais de fazia um filme. História? Não, pra que história! Resumindo, era uma época em que os cinéfilos de plantão estavam sendo bombardeados com Twister, Armagedom, Volcano e por aí vai. Zorro chegou como uma aventura a moda antiga, sem nenhuma cena feita no computador, com um casal de protagonistas impecável e conquistou a todos. Conclusão, os produtores começaram a rever seus conceitos. È lógico que filmes onde o computador é o ator principal ainda são feitos, mas muita coisa mudou, e isso é mérito do nosso amigo Zorro.

Nessa nova aventura, vemos um Zorro casado e com um filho que aos poucos vem despertando um certo espírito aventureiro, e no meio de uma crise familiar, o herói ainda precisa impedir que um grupo de conspiradores destrua o estado da Califórnia.

A LENDA DO ZORRO segue o mesmo ritmo de seu antecessor, muitas cenas de ação, muita comédia( a maioria protagonizada pelo cavalo Tornado) e um toque de romance. A química entre Antonio Banderas e Catherine Zetta Jones continua maravilhosa, o que garante uma diversão garantida para todos.

A LENDA DO ZORRO – NOTA: 8  



Escrito por Laércio Hypólito Jr às 12h04
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O VIRGEM DE 40 ANOS

No começo dos anos 90, o mundo conheceu um sujeito que parecia ter o rosto de borracha. Vindo de péssimos filmes B e de programas humorísticos da TV americana, o sujeito em questão ganhou conhecimento mundial quando topou colocar uma máscara verde no rosto, e fazer o que sabia melhor: caretas, muitas caretas. O desconhecido até então, era Jim Carrey, e depois de colocar a tal máscara verde, veio um sucesso atrás do outro, o mundo gargalhou com Ace Ventura, Debi e Loide, O Mentiroso e muitos outros. Hoje, Jim Carrey é um dos atores mais bem pagos de Hollywood, e até provou que é muito competente fazendo drama, com o notável Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças.

Já estamos em 2005, mais de dez anos se passaram desde o sucesso de O Máskara, Jim Carrey continua ótimo e fazendo grandes filmes, mas Hollywood precisa de caras novas e nessa busca de novos talentos conhecemos Steve Carell.

Steve roubou a cena em Todo Poderoso, justamente um filme de Jim Carrey, protagonizando uma cena hilária ao tentar apresentar um Telejornal, também como coadjuvande, foi mais engraçado do que o próprio protagonista Will Ferrel em O Ãncora. Não ia demorar muito até Steve ter seu nome estampado no topo dos créditos de um filme. Pois é, não demorou.

Steve Carell está a frente de O VIRGEM DE 40 ANOS, comédia desbocada e com um estilo bastante parecido com as sagas adolescentes dos anos 80. E como não poderia ser diferente, Gene sustenta todo o filme com seu talento.

É uma pena que a inspiração do ator principal não se aplica ao roteiro e a direção do longa, fazendo com que um filme que prometia ser um clássico no início, se transforme em mais uma comédia romântica cheia de clichês. Mas fique tranqüila, assistir ao VIRGEM é um programa delicioso, e faz com que esperemos ansiosos os próximos trabalhos de Steve Carell.

O VIRGEM DE 40 ANOS - NOTA: 07

 



Escrito por Laércio Hypólito Jr às 14h03
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Domingo fui ao show dos Strokes, e foi simplesmente sensacional. Julian e seus companheiros tocaram todos os seus hits e algumas músicas inéditas do novo CD que só será lançado em janeiro. A platéia foi incendiada com a energia cativante da banda. As outras bandas que vieram antes como Árcade Fire e Kings of Leon foram bem bacanas, mas nada comparado com os Strokes. Parabéns para os organizadores do Tim Festival, um festival que foi extremamente pontual e nos presenteou com grandes atrações. Que o próximo ano seja ainda melhor e longa vida aos Strokes!!!!!

Foto: Natalie Gunji



Escrito por Laércio Hypólito Jr às 08h53
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A LUTA PELA ESPERANÇA

Russel Crowe é mal humorado, briguento, boca suja e mulherengo, mas não há como negar que o truculento australiano é sinônimo de belíssimas interpretações.

Em A LUTA PELA ESPERANÇA, Crowe interpreta James Bradock, um boxeador que vê sua vida desabar quando perde tudo que tinha devido a quebra da bolsa de valores de NY em 1929. Para sustentar sua família, o pugilista passa por diversas provações e tenta desesperadamente voltar a ser o lendário boxeador de outrora. Para interpretar o personagem, Crowe mudou sua forma física, apanhou, bateu, chorou e obteve a melhor performance de sua carreira.

Para contar essa comovente história real, o diretor Ron Haword faz um trabalho impecável. A escolha do elenco, a fotografia e a retratação do período difícil vivido pelos norte-americanos são dignas de Oscar. Contrariando o esperado, o diretor consegue levar a platéia as lágrimas nas cenas de drama familiar, deixando as lutas(coreografadas com excelência diga-se de passagem) para segundo plano.

Tudo em A LUTA PELA ESPERANÇA é grandioso, seu único defeito é não ter uma trilha sonora a altura. Faltou aquela música tema, aquela música que as platéias tanto gostam, aquela música inesquecível.

É isso aí meus caros leitores, a corrida ao Oscar 2006 já tem seu primeiro filme!

NOTA: 8,5



Escrito por Laércio Hypólito Jr às 23h48
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PENETRAS BONS DE BICO

Dois amigos inseparáveis cujo o maior divertimento e invadir festas de casamento, comer tudo o que puder, beber até cair e conquistar o maior número de damas de honra possível. Mas depois de tantas festas e agitos, o que vai acontecer quando finalmente um deles se apaixonar?. Essa é a premissa de DOIS PENETRAS BONS DE BICO, comédia que está fazendo um estrondoso sucesso nos EUA e estréia na próxima semana por aqui. Tive a oportunidade de ver o filme no último sábado na pré-estréia, e fazia muito tempo que eu não via uma sala de cinema explodir em gargalhadas.

A química dos personagens principais, interpretados por Owen Wilson e Vince Vaugh, é impressionante, nunca dois comediantes estiveram tão confortáveis em cena. A dupla é tão hilária, que não vai ser difícil vê-los protagonizando outros filmes juntos novamente, talvez seja o início de uma parceria como a dos inesquecíveis Jack Lemon e Walter Mathal. Owen e Vince pertencem a uma gag de comediantes que fazem muitos filmes juntos, entre seus companheiros de cena estão Bem Stiler, Will Ferrel e Luke Wilson. A trupe já fez filmes como ZOOLANDER, STARSKY E HUTH, COM A BOLA TODA e OS EXCÊNTRICOS THENENBAUMBS, mas com certeza o melhor e mais lucrativo é PENETRAS BONS DE BICO.

Para você ter uma idéia, o filme orçado em 30 milhões de dólares já rendeu só nos EUA mais de 180 milhões. “Queríamos fazer uma comédia para adultos, o estúdio não nos obrigou a mexer em nada no roteiro, fizemos o filme do nosso jeito”. Owen explica a razão de tanto sucesso.

Mas muitos exageros estão sendo ditos sobre PENETRAS, a crítica americana por exemplo, chegou a publicar que era a melhor comédia dos últimos dez anos. Também não é assim, PENETRAS é um filme delicioso de se assistir, apresenta um número enorme de cenas engraçadas, mas não podemos elevá-lo ao topo das melhores comédias do mundo. Podemos dizer que o filme se destaca porque infelizmente Hollywood só produz comédias românticas bobas para adolescentes, quando surge um filme que foge desse padrão, com certeza vai atrair mais público, as pessoas querem fugir da mesmice. PENETRAS pode não ser a melhor comédia de todos os tempos, mas foi uma luz de esperança em uma temporada onde a ausência de originalidade prevaleceu.

 

Nota 08



Escrito por Laércio Hypólito Jr às 09h58
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REDESCOBRINDO FILMES: CÍRCULO DE FOGO

Não adianta! Ninguém me tira da cabeça que o melhor filme de guerra é O RESGATE DO SOLDADO RYAN. Já assisti APOCALYPSE NOW, FALCÃO NEGRO EM PERIGO, PECADOS DE GUERRA, TIGERLAND e mais uma porção de outros do gênero e minha opinião não muda. Mas recentemente tive a oportunidade de ver na TV a cabo CÍRCULO DE FOGO, e vou ser sincero, o longa é sensacional, não deve nada para SOLDADO RYAN e se tornou meu segundo filme de guerra favorito.

Em CÍRCULO DE FOGO temos um outro ponto de vista da segunda guerra mundial, o ponto de vista dos russos, e temos a oportunidade de conferir em cenas impressionantes como foi uma das batalhas mais sangrentas da história da humanidade, a Batalha de Stalingrado.

 Enquanto a famosa batalha é retratada, testemunhamos como era a propaganda de incentivo aos soldados que o governo russo promovia. Eles “criavam” mitos e heróis para manipular a população a acreditar que seu exército estava com a vitória nas mãos. Essa estratégia foi tão inteligente, que manifestou um espírito patriótico entre os russos e realmente afetou o exército alemão.

Como você pode ver, CÍRCULO DE FOGO é muito mais que tiros, bombas e corpos espalhados pelo chão. Todos que estudam publicidade, ou comunicação em geral tem obrigação de assistir este grande filme.  



Escrito por Laércio Hypólito Jr às 10h19
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EU NÃO RECOMENDO!!!

Ultimamente tenho assistido muitos filmes ruins em DVD, então fiquei pensando, ora, porque guardar essas terríveis experiências só para mim? Vou dividi-las com vocês, meus caros leitores, talvez eu até esteja fazendo um importante trabalho social não é verdade? Bom, vamos as pérolas:

 

CAPITÃO SKY E O MUNDO DO AMANHÃ – As intenções do filme eram ótimas, uma história que resgatava o espírito das antigas matinês e ainda apresentava ao público uma nova tecnologia onde todos os cenários, veículos, aviões, robôs e outras coisas eram substituídas por efeitos de computador. Isso deixou Jude Law e Gwineth Paltrow completamente perdidos em cena, rendendo um filme completamente vazio e sem emoções. E pasmem, eu não consegui chegar até o final, o sono foi maior.

 

REENCARNAÇÃO – Uma história sem pé nem cabeça, a vencedora do Oscar Nicole Kidman no piloto automático e um diretor que pensa que está fazendo um filme de arte. Tudo isso é REENCARNAÇÃO, pelo menos eu consegui chegar até o final deste. Na história maluca, depois de dez anos da morte de seu marido, um garotinho bate na porta de Nicole dizendo ser o falecido. E o pior, ela não só acredita no moleque como dá sinais de que está se apaixonando pela criança. Michael Jackson deve ter adorado!

 

MEU TIO MATOU UM KARA -  A crítica morreu de amores por esta produção nacional, alguns até elegeram como o melhor filme tupiniquim do ano passado, mas infelizmente o diretor não estava tão inspirado quanto em seu filme anterior, O HOMEM QUE COPIAVA. MEU TIO MATOU UM KARA desperdiça o talento de Lázaro Ramos, que é totalmente jogado para o segundo plano dando lugar a um elenco mirim completamente sem carisma.

 

Se você anda com insônia, estas são minhas dicas para o final de semana.  



Escrito por Laércio Hypólito Jr às 09h46
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HOLLYWOOD E A PERDA DA CRIATIVIDADE

Todos já devem ter percebido a febre que se tornou adaptar uma história em quadrinho para o cinema, se eu não perdi a conta, só esse ano tivemos seis adaptações, e como 2005 ainda não terminou, até dezembro teremos mais dois exemplares para a lista.

Desde 1999, quando a Marvel decidiu apostar suas fichas no cinema, dando uma abordagem realista e descente para seus personagens, as adaptações de quadrinhos deixaram de ser um sub gênero da aventura e da ação para se tornar um gênero a parte do cinema. Se essa moda continuar forte como está, talvez daqui a pouco tempo, quando você for alugar um filme na locadora, irá encontrar uma prateleira exclusiva com a seguinte denominação: Quadrinhos.

Mas quando se adota um estilo de produção em massa, o que começou com clássicos do novo cinema, como X-Men e Homem Aranha, também nos “presenteou” com bombas como Demolidor e Elektra, e para o desespero dos fãs, a tendência é que essas bombas apareçam com mais freqüência.

Mas o que está me preocupando, é que não é só na fonte dos quadrinhos que Hollywood está bebendo. É na fonte das séries de tv, dos filmes de terror japoneses e dos clássicos do cinema. Remakes de obras clássicas tanto da tv quanto do cinema estão sendo produzidos em uma escala desenfreada. Os produtores estão apostando na idéia “do que fez sucesso ontem, fará hoje também”. Isso tudo me faz perguntar: Onde estão as obras originais? Onde estão os roteiristas? Por que ninguém aposta em uma história nova feita para o cinema?

No final dos anos 70 uma trupe de novos talentos ensinou ao mundo como se fazer cinema iniciando uma revolução na sétima arte. Nomes como Steven Spielberg, Martin Scorsese, Francis Ford Copola e George Lucas conquistavam a crítica e as platéias. A revolução continuou no início dos anos 90 com Quentin Tarantino liderando uma porção de diretores do cinema independente que também mostraram suas caras.

Diretores talentosos Hollywood tem aos montes, agora a revolução deve ser feita com os roteiristas. Os estúdios precisam dar chance aos novos talentos, aquelas pessoas que ficam com seus roteiros embaixo do braço esperando um produtor aparecer.

Se novas idéias não aparecerem depressa daqui a pouco você irá ao cinema ver um remake do remake do Massacre da Serra Elétrica, ou quem sabe um remake do Poderoso Chefão, ou talvez uma adaptação live action da Turma da Mônica, bem, é melhor eu parar por aqui.  



Escrito por Laércio Hypólito Jr às 09h57
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SIN CITY

Em relação aos comentários da crítica especializada sobre SIN CITY, sou obrigado a concordar com dois deles.

Sim, realmente SIN CITY é um delírio visual. A tecnologia usada por Robert Rodriguez realmente transporta o público para dentro das páginas do HQ, e sem poupar elogios, o filme merece um Oscar de melhor fotografia.

E também é verdade que SIN CITY é a adaptação mais fiel de um HQ para o cinema, mas isso é o seu principal defeito, pois Robert Rodriguez não fez uma adaptação, ele fez literalmente uma tradução das páginas da história para a tela, tornando o que prometia ser o filme do ano, uma produção extremamente cansativa de se assistir.

Quem já leu os livros do Harry Potter sabe do que eu estou falando. Por que o primeiro filme foi péssimo? Porque ocorreu uma tradução para as telas do livro, e não uma adaptação. Nos filmes seguintes a situação melhorou, talvez devido a troca de diretor ou da tentativa com sucesso dos produtores de manter a autora J K Rowling longe dos sets de filmagem..

Então será que a culpa de SIN CITY ser um filme sonolento seja de Frank Miller, o criador da franquia e co-diretor do projeto por exercer tamanha influência na produção? Pode ser. Mas o filme deixa mais uma lição para Hollywood, que a linguagem literária e cinematográfica são completamente diferentes. Se isso fosse entendido desde o início das filmagens, talvez SIN CITY pudesse se tornar o filme da década.

 

SIN CITY   NOTA 07



Escrito por Laércio Hypólito Jr às 10h20
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“ Um delírio visual!”

“ Um novo Pulp Fiction!”

“ A melhor adaptação de HQs da história do cinema!”

“ O melhor trabalho do diretor Robert Rodrigues!”

“ A cena dirigida por Quentin Tarantino é simplesmente hilária!”

“ Elenco perfeito e filme maravilhoso!”

 

Estes são alguns comentários da crítica especializada em relação a SIN CITY – CIDADE DO PECADO, adaptação para as telas da obra homônima de Frank Miller que estréia hoje no Brasil.O filme mostrará três histórias no maior clima noir onde a violência dita as regras. No elenco estão nomes como Bruce Willis, Benicio del Toro, Clive Owen, Elija Wood e a belíssima Jessica Alba. Sin City é uma das melhores HQs que já li na vida, portanto, estou muito ansioso para conferir a película. Assim que eu chegar do cinema vou postar a minha opinião para vocês.



Escrito por Laércio Hypólito Jr às 09h07
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A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE

   Primeiramente devo um pedido de desculpas aos meus leitores devido a tamanha falta de atualização do blog. Foram semanas bastante agitadas onde nem tive tempo de ir ao cinema. Até tentei, mas não consegui entrar devido as enormes filas do período de férias. Como meu irmão foi mais esperto, ele conseguiu assistir a nova versão de A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE. E no texto a seguir, vocês vão conferir qual foi sua opinião sobre o filme. Parabéns Igor, esse é o primeiro passo para se tornar um crítico de cinema!

 

  A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE, um filme diferente do original de 1971, mais fiel ao livro e com um toque especial de Tim Burton. Com esse filme esta mais que comprovado que a parceria Tim Burton e Johnny Depp funciona e muito bem. A fantástica fabrica de chocolates é um filme gostoso de se assistir, principalmente de notar as diferenças entre as duas adaptações. O filme responde perguntas do tipo: Quem é realmente Willy Wonka? Como Willy Wonka se encontrou com os oompa lompas? Alguém “humano” já trabalhou naquela fabrica?

  O filme é muito menos musical do que o original,  musicas clássicas  como the World of pure Imagination e o tema dos oompa lompas são substituídas por canções menos empolgantes, deixando um certo saudosismo no ar, mas nada que apague o brilhantismo do filme.

  Johnny Depp mostra um Willy Wonka diferente do de Gene Wilder, um personagem mais solitário, sombrio e despreparado para lidar com crianças, deixando evidente o seu desgosto por elas. Em muitas vezes me fez lembrar de um Michael Jackson as avessas.

  Tim Burton mostra que para fazer um ramake, o roteiro não precisa ser seguido exatamente igual ao original, é possível mudar, melhorar as falhas, deixar sua tradicional marca fantasiosa e transformar um clássico num filme diferente e imperdível, não só para as crianças.

 

Obs.: a partir de agora iniciarei uma nova fase nesse blog, onde tenho certeza que meu irmão aprovará e seguirá, notas serão dadas para os filmes começando por esse:

  

  Nota: 9

Por Igor Hypólito

   



Escrito por Laércio Hypólito Jr às 21h55
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AQUECENDO AS TURBINAS PARA QUARTETO FANTÁSTICO

Eu estava lendo a revista SET desse mês, e os críticos dizem que o roteiro de Quarteto Fantástico, próximo filme da Marvel a invadir os cinemas é bem leve, traz uma dosagem perfeita de ação e humor e deve agradar os adolescentes. Confesso que essa notícia não me deixou muito animado, mas uma coisa eu tenho que admitir, estou impressionado com o visual do filme. Os pôsters que estão sendo divulgados e os gigantescos banners espalhados pela cidade (que até parecem capas de gibi) mostram um brilhante trabalho da equipe técnica. Vejam algumas fotos!



 



Escrito por Laércio Hypólito Jr às 10h29
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GUERRA DOS MUNDOS

Steven Spielberg, o cineasta que revolucionou o cinema moderno encontra-se com um dos pais da ficção científica, H G Wells, na adaptação para as telas do renomado romance A GUERRA DOS MUNDOS.

Spielberg realiza seu melhor filme desde O RESGATE DO SOLDADO RYAN. Uma aventura tensa, cheia de suspense e em muitos momentos polêmica. Exatamente, um filme pipoca que faz você refletir.

Tudo começa com a apresentação do personagem principal, um Tom Cruise bem atípico dos heróis que costuma interpretar. Em GUERRA DOS MUNDOS, Cruise é Ray, um operário divorciado que precisará passar um final de semana com seus filhos. Já logo percebemos que a relação de Ray com seu filho Robbie e sua pequena filha Rachel é bem distante, Ray é uma pessoa egoísta e completamente despreparado para ser pai. É nesse ambiente que estranhos acontecimentos começam a ocorrer, primeiro, um pulso eletro magnético, em seguida, uma tempestade de raios em diversas partes do planeta, e tudo isso culmina com a chegada de estranhas maquinas, os chamados Tripodes, que saem debaixo da terra e começam a incinerar tudo e todos que passam em seu caminho. O início da invasão na Terra é devastador, Spielberg deixa o bom mocismo de lado e não poupa cenas violentíssimas e assustadoras.

Agora, Cruise e sua família precisam escapar dos invasores em um dos únicos veículos que ainda funcionam nos arredores. Eles precisam lutar por suas vidas, e essa fuga rende cenas memoráveis. Em um determinado momento do filme, o carro da família Cruise é atacado por uma multidão completamente em pânico, Spielberg escancara o sentimento primário de sobrevivência a qualquer custo dos seres humanos em um dos melhores momentos de sua carreira.

Durante as duas horas de tensão, Spielberg vai mostrando como vive a maioria dos americanos de hoje, uma sociedade assustada, paranóica e perdida. Em certo momento da história, a pequena Rachel acredita que novamente os EUA estão sendo atacados por terroristas. O personagem de Tim Robins traduz todo o sentimento mesquinho e agressivo dos americanos perante uma guerra. E a persona arrogante de Cruise do começo da aventura, vai se transformando num homem disposto até a matar se for preciso para salvar seus filhos.

Essa magnífica obra termina com um final totalmente anti-hollywood, ou seja, um final que está provocando a ira das pessoas que vão ao cinema. O público precisa entender, que assim como seus filmes, agora Spielberg é um diretor maduro, seus filmes não são como Independence Day ou Armagedon. O final de A GUERRA DOS MUNDOS  é totalmente metafórico. Não é nem de longe o final decepcionante de AI – INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. Spielberg fez uma fita excepcional, e um filme que prometia apenas ser mais uma produção entre centenas outras que brigam pelo primeiro lugar no Box Office americano acaba se revelando um dos melhores filmes de ficção científica dos últimos anos.



Escrito por Laércio Hypólito Jr às 21h01
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